quarta-feira, 13 de maio de 2015

Capítulo 40

Tomei um banho, atordoado e muito, muito cansado. Amanhã daria um jeito de resolver isso, ou até hoje.

Sai e ela estava mexendo no celular, rindo, pra variar. Sentei na cama e peguei o violão. Tinha que fazer algumas notas e bom, não tinha sono. 

Vi que ela estava me olhando e me virei para encara-lá. Só que a bonita, virou o rosto, mas não parei.
- O que você quer com isso tudo, hein? 
- Não estou fazendo nada. 
- Sério que você não tá nem um pouco animada pra Noronha? 
- Tô sim.
- E por que tá assim? 
- Você sabe o porquê. 
- O Macaco vai.
- Que bom.
- A namorada dele também. - me aproximei mais.
- Legal.
- Acho que já tá na hora de vocês se acertarem... - falei e ela me lançou um olhar matador. 
- Vocês? Me poupe, né?! Eu trato ela bem, sou muito educada! Ela que é nojenta comigo e você sabe muito bem o porquê.
- Ignora ela, então.
- Pode ter certeza que nessa viagem eu irei ignorar muita gente. - falou fria e eu respirei fundo. 
- Posso te fazer uma pergunta?
- Pode. 
- O que você tanto ri nesse celular?
- Nada demais...
- Responde.
- É só as meninas, Luan. Por que isso agora?
- Não posso ficar curioso?
- Pode. - me olhou estranhando e eu voltei a concentração pro violão.
- Amanhã eu vou cedo pra casa, arrumar minha mala.
- Tudo bem. 
- Boa noite. - bloqueou o celular e virou, se enrolando com o edredom. 

•••

Tanara's POV. 


Acordei cedo e fui conversar com a minha sogra. Contei sobre a confusão e ela me pediu paciência, não queria que nada nos atrapalhasse. Não comentei sobre o gelo que estava dando nele e para a minha sorte, Naná acordou para ir pra casa comigo e me ajudar nas malas. 

- Vai levar tudo isso de biquíni?
- Aham. Uma semana... - ri, terminando de organizar os biquínis.
- Como é o nome desse, mesmo? - apontou e o peguei. 
- Hot Pants. - ri. - É tipo uma roupa... 
- Muito lindo! Vou comprar um pra mim.
- Se eu resolver vestir, te mando foto.
- Esse seu óculos é lindo! - pegou no óculos de sol no formato de coração. - Vi as fotos...
- Maravilhoso, né?! Mas não vou levar, não.
- Por que?
- Já tô levando outros.
- Me empresta?
- Claro! 
- Ai, obrigada. - comemorou, o pegando e já colocando no rosto. - Amei.
- Eu tô receosa em questão a essa Sthefany.
- Vocês vão se dar bem, eu acho.
- Eu espero. Não gosto dessas coisas..
- Relaxa, Naná! E essa saia? 
- Linda, né?! Não sei se vou ter coragem de usar, mas sempre achei linda. - comentávamos sobre uma saia longa, amarela.
- Sua mala está bem razoável, para não dizer o contrário.
- Me deixa, vai?! É Noronha. - ri, com as mãos na cintura. - Ainda bem que fui na manicure! - mostrei as mãos e ela riu. - Seu irmão vem com essas viagens em cima da hora. 

•••

Luan's POV. 

Já estávamos no avião, ela com a cara virada e eu quase dormindo. Puxava assunto e ela respondia com meias palavras.

Eu estava quase dormindo quando vi ela encostar em mim, dormindo também. Sorri, mexendo em seus cabelos.

 Tanara's POV.

Acordei encostada no Luan, que dormia, aparentemente cansado. Levantei rápido, antes que ele percebesse aquilo e me arrumei. Max e a namorada conversava e vi que faltava pouco para posarmos.

Passei no corredor dando um oizinho e ele sorriu, puxando um breve assunto que acordou o Luan. Sentei em um banco conversando e depois fui no banheiro.

- Me dá suas malas aqui. - Luan disse na frente da pousada.
- Pode deixar que eu levo. - disse virando o rosto e ele bufou, sorrindo para o tio em seguida. 
Pegamos a chave do quarto e subimos, fui na frente e quando cheguei, me conectei no wifi, sentando na cama. 
- Bora andar? - falou animado e eu neguei. - Comer? - prosseguiu e eu ri abafado, negando. - Quer nada, também. 

(...)

Luan's POV. 

- Tô com fome. - disse e eu sorri. - Ainda tô com raiva.
- Para!!! - afundei a cabeça no travesseiro.
- Com o que? 
- Com isso tudo de me ignorar.
- Não tô te ignorando.
- Imagine se estivesse...
- Ai, Luan, você vacila muito comigo.
- Eu já te pedi desculpas.
- Pediu? Certeza? - me olhou séria e eu suspirei pesado.
- Me desculpa? Foi só uma brincadeira e eu não imaginava a proporção que ia tomar...
- Desculpo. 
- Que ótimo! Podemos andar, agora?
- Vamos almoçar?
- Vamos, vamos... - levantei, passando a mão no cabelo.
- Vou tomar banho e trocar de roupa.
- Te espero lá, com o macaco.
- Tchau. - disse seca e eu bufei, saindo em seguida.

Tanara' POV. 

Depois que Luan saiu do quarto, minutos depois bateram na porta, me fazendo abrir de toalha.

- Oi... - era a namorada do Max, que sorria simpática.
- Oi. - sorri, dando espaço.
- Eu preciso de um grande favor seu...
- Dependendo... Eu ajudo.
- Maquiagens! Esqueci a minha bolsa. 
- Sério? - ri. 
- O Luan disse que você estava se arrumando, então eu vim.
- Claro, claro... Vou pegar pra você.
- Mas e se fizer falta? 
- Verdade. - ri, estranhando aquele momento. - Use aqui... Vou só tomar um banho.
- Eu ainda não tomei... Então vou ali tomar e volto.
- Pode ser... - sorri e ela saiu do quarto, me deixando pasma com tal educação desconhecida.

Tomei meu banho, rápido, para não me atrasar. Vesti uma roupa simples e quando me preparava para ajeitar meus cabelos, ela chegou.

- Tem tudo ai... Pode usar a vontade.
- Eu ainda nem acredito que esqueci o essencial! Mas na pressa, correria, ansiedade...
- Eu sei como é. - ri. - Sempre fui muito desastrada e esquecida, mas quando o assunto é viajar com o Luan, eu trato de tomar bastante cuidado.
- Ele sempre muito visado, né?! Não sei como agiria. - falou, já passando algo no rosto. 
- No começo, eu me assustei bastante! Quando ainda éramos amigos e elas me xingaram, eu fiquei indignada com a falta de atitude dele... Mas depois fui vendo que isso é normal e estou acostumadíssima. Xingamentos, perseguição, calúnias... - falei lembrando da matéria e ela sorriu sem graça. 
- O Max me conta.
- Pois é...
- Eita, você trouxe muitos biquínis. Estou me sentindo uma mendiga perto de você. - riu, olhando para a minha mala. 

Assim que chegamos na ilha, Rafa alugou um buggy para aproveitar. Estávamos na pousada 'Zé Maria'; mesmo que ele não tenha comentado comigo, sabia que era apenas para quem realmente pudesse, já que a diária variava de R$ 1.500 à 3.000 reais. Me chamavam de sortuda por isso tudo e mesmo com isso, eu não estava bem. É o sonho de qualquer uma ter ele, claro! Olha onde ele me trouxe... Mas a nossa briga ainda me incomodava muito. 

Descemos para almoçar e a Sthefany estava me mostrando ser bem simpática. Pela primeira vez, o fato dela ser amiga da ex dele não estabelecia uma barreira entre a gente. 

Max era sempre um amor e nos dávamos muito bem. Almoçamos entre risos, mas entre mim e o Luan a frieza reinava. E o pior: nem eu sabia como solucionar isso. 

5 dias no paraíso, enquanto nós estávamos de um modo quase infernal?

Passaríamos a tarde descansando e a manhã, exploraríamos o arquipélago.

- Cê quer os vídeos que fiz em Las Vesgas? A revista já saiu. 
- Pode ser. - balancei os ombros, soltando o celular. Ele se aproximou e me deu o celular, mostrando. Estava lindo como sempre e eu dei alguns sorrisos, vendo sua felicidade e como ele pareceu metido.

           
   
   
   
   
  


- Ferrari vermelha? 
- Cê que viu que massa? Fiquei louca por ela. Falei até com meu pai...
- Não me diga que você quer comprar?
- Na verdade, eu já comprei. Uma branca.
- Luan! Por que você não me contou? - lhe dei um tapa e ele riu, sem graça. Eu querendo um carro para não depender do da minha mãe e ele, comprando uma Ferrari. Cada um com seu namoro.
- Tô contando agora, muié. 
- Que foda. 
- Chegar lá, eu vou pegar ela. Um sonho, cara.
- Fico feliz por você! Mas e seu pai, apoiou?
- Apoiou, apoiou... 
- Toma. - devolvi o celular e o silêncio voltou a reinar.
- Cê já viu o vídeo da Tanto Faz? Vários acessos.
- Não... Não prestei muita atenção nisso. Aliás, eu nem assisti direito.
- Credo, amor. - ele falou manhoso e eu sorri, disfarçadamente. Desde o começo dessa nossa birra, ele não me chamava de amor. - Óia de novo, então. Ele se aproximou de mim e eu resolvi não recuar. O vídeo começou e as risadas que ele dava nele, fazia ele repetí-las e eu ficar apaixonada.





•••


Depois de assistirmos, o assunto faltou de novo e eu fui me distrair nas minhas redes sociais. No meu Instagram tinha uma nova direct e como sou curiosa, decidi olhar. 

Era uma fã, uma fã que tinha um canal no YouTube de dicas de beleza. Me pedia dicas de como fazer meu babyliss e eu achei um máximo. Como ela notou? Claro que faria! A respondi e fui pro WhatsApp. 



A noite chegou e tínhamos combinando de ir para um restaurante, um bem famoso dali: Cacimba Bistrô. Ficava na vila dos remédios, não muito longe. Pesquisei um pouco antes de sair e pelo o que comentavam, a comida era maravilhosa. 

Vesti um vestidinho e fiz um rabo de cavalo. Na maquiagem não exagerei e por ser mais baixa do que gostaria, usei mais um dos meus saltos. Sthefany continuava simpática e o Luan olhou meio torto, ao ver que estávamos conversando, nos dando bem. Se eu e ele tiver trocado três palavras, foram muitas. Ele e o Max falavam sobre a beleza da ilha, lugares, passeios e também sobre o ramo musical; já que Max cuidava de uma dupla. Sthefany ainda estava admirada com o tanto de coisa que eu trouxe na mala e me elogiava a todo momento pelo bom gosto. Confessou que além de esquecer as maquiagens, errou na quantidade de roupas também. Falei que qualquer coisa que ela precisasse, ela podia me chamar e ela agradecia, sorrindo.

Já fazia um tempo que tínhamos pedido a comida e imaginava que ela já estava perto de vir, quando meu celular tocou. Era meu tio Marcos.

- Oi, Tatazinha! - ele disse animado.
- Oi, tio. - disse baixo, mas animada. Estava morrendo de saudades dele. 
- Tudo bem? 
- Tá tudo ótimo e aí? 
- Tá bem, tá bem. E aí, como estão as coisas? 
- Normal. - ri. 
- Está com a sua mãe por perto? Tentei falar com ela e não consegui.
- Pra falar a verdade, tô mais perto de você.
- Como assim?
- Tô viajando com o Luan, Fernando de Noronha. - falei e vi  que o Luan conversava com o Max, mas ainda sim prestava atenção na minha conversa. 
- Hummm! Viajando, assim? Fernando de Noronha? Tá podendo, hein?! - disse brincalhão e eu ri. - Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse..
- Eu mesma não! - ri. - Ele tirou uns dias e folga e como..
- Vocês namoram... É, eu sei. Só se cuidem.
- Tio!!!!! - falei envergonhada e ele soltou uma gargalhada.
- Queria falar com você! Você recebeu? 
- Recebi o quê? 
- Como eu estava na correria e nunca mais tinha te dado nada... Eu pedi o Erick pra depositar um dinheiro pra você. Quando você morava aqui, era mais fácil te mimar! 
- Erick? Oi?
- Você não recebeu? Eu estava sem tempo e você sabe como ele é meu braço direito. Ele tem sua conta, não tem?
- Ele? Tem.. Mas não precisava, Tio.
- Que nada, menina! Você não está trabalhando, que eu sei. Aproveita minha bondade, ando muito feliz... Sabe o que aconteceu? Arranjei uma tia pra você.
- Ai meu Deus! - ri, colocando a mão na testa. Olhei o Luan e ele anunciava que a comido havia chegado. Como sempre, nós ficávamos horas e horas conversando - na maioria das vezes, era pessoalmente - Mas depois que me mudei, passou a ser por ligações. E como estava morrendo de fome, aquela conversa ficaria pra depois. 
- Eu vou ter que desligar aqui, a comida chegou! Quando eu chegar no quarto eu ligo pro senhor, viu?! Quero saber essa história direitinho! 
- Tudo bem, linda! Beijos. - desligou rindo e eu olhei o celular, tentando entender o porquê de mandar o Erick.
- Não vai comer? - Luan disse sério e eu acordei, vendo eles já se servindo. 
- Vou, claro.. - sorri, sem graça. 

A comida realmente era dos céus. Perdi a conta de quantas vezes eles a elogiaram. 
Luan continuava sério pro meu lado e eu não entendi, já que ele que estava querendo as pazes. 

Tietaram ele na saída e ele atendeu muito simpático, tirando foto com todos, como sempre. Não trocamos palavra alguma e eu suspirava derrotada, mexendo no celular. Ele não estava assim antes do jantar.

Chegamos no quarto e eu corri para o meu carregador. Deixei o celular carregando e diminui os graus do ar-condicionado. Estava morrendo de calor! Ele apenas se jogou na cama e ligou a TV, ainda muito calado. 

Mesmo com o ar mais frio, o calor ainda me incomodava. Tomei um banho, bem rapidinho. Vesti meu camisola sob seus olhares - que as vezes disfarçava, me revezando com a tevê -, já que a lingerie eu tinha vestido no banheiro. Já falei que gosto de dormir assim, em hotéis ou pousadas? Pois é. 

- Era o seu Marcos?
- Era. - respondi seca, passando meus cremes na minha perna.
- O que tem o Erick? - perguntou desconfiado e eu respirei fundo. Não via necessidade dele saber daquilo, mas também nunca vi necessidade de mentir pra ele. 
- Erick?
- Eu ouvi. Pode me contar ou acha que não é da minha conta?
- Não é nada demais. Ele mandou um dinheiro pra mim, só.
- Seu ex namorado mandou dinheiro pra você???? É isso????
- Não, Luan. - respondi, sem o olhar. Mas percebia seu olhar sério, me encarando. - Meu tio mandou, ele sempre me mimou, você sabe.
- Isso eu sei. O que eu não sei é o que seu ex namorado tem a ver com isso!
- Para de falar assim! - elevei meu tom. - Ex namorado, ex namorado... - bufei. - Ele pediu pro Erick depositar e não me pergunte o porquê, porque eu também não sei! - falei sincera e voltei a atenção para as minhas pernas. Ele soltou uma risada irônica e aquilo me irritou.
- Sua família sempre presa a ele, né?! E você nem reclama com seu tio... Está tudo lindo, não é?! Você gosta.
- Gosto de quê? Não venha com as suas insinuações... Ele me mandou um presente, todo feliz, cheio de boa vontade e eu vou reclamar só porquê ele mandou outra pessoa depositar?
- Mandou seu ex? Sendo que você tem um namorado? Mas tá tudo bem, não vou mais falar nada, não vou me meter. 
- Para de besteira, Luan! Ele não fez de propósito ou pra implicar com a gente. Eles são amigos...
- Mas você podia reaprender pra não acontecer mais, né?! Daqui a pouco ele liga dizendo que depositou e você retorna, agradecendo. Outros depósitos vão vir e vocês voltam a se falar... Oh que lindo.
- Você é muito besta. - revirei os olhos. - Eu já falei que não tenho culpa.
- Uai, eu tô falando que ocê tem? Eu acho que cê devia ligar pra ele, agradecendo à disposição de ajudar seu tio. 
- O que deu em você? Sempre soube da amizade deles.
- Da amizade deles, da sua amizade com o irmão dele... Tudo bem normal.
- Eu já ia falar pra ele não fazer mais isso, mas a comida chegou. Feliz? Não precisa dessas coisas.
- Eu sou tão idiota. Já fiz de tudo pra você me desculpar por uma brincadeira..
- Uma não, várias! 
- Que seja! Te trouxe até pra cá e você continua me ignorando, me tratando como se eu não tivesse admitido meu erro. - ouvia tudo calada, respirando fundo. - Você se diz tão ofendida pelo o que os sites de fofoca postam, dizendo que eu não gosto de você... Acha que se eu não gostasse, eu faria isso? Acha realmente que se eu não gostasse de você, sairia correndo pra te buscar assim que o corpo falasse mais alto e sentisse atração por uma qualquer, na balada? 
- Você o quê? - o encarei séria, franzindo as sobrancelhas. 



9 dias depois, tô aqui... Desculpa genteney! Eu e a Lare estávamos com um bloqueio e com problemas. As dicas ja começaram!!!! Hahahaha "Será o contrário do que tudo já falado.." O textinho que falei que iria por no final dos capítulos, estará ali em baixo. Não sei se está pequeno, então... Continuo com 12 comentários e tentarei não demorar! Beijos. 


Eu quis espernear, gritar “Fica pelo amor de Deus!” Mas desde quando a gente pede uma coisa assim? Desde quando a gente tem que implorar pra alguém ficar? Mesmo que a vontade inunde nossa alma, e a certeza da falta destrua nossas vontades, amor não se implora. ”
- Tati Bernardi

domingo, 3 de maio de 2015

Capítulo 39



Logo chegamos e eu comecei a curtir a minha sobrinha, ainda pensando no Luan. 
Era a primeira vez que eu dava um gelo nele e estou odiando. Ele merece, claro! Mas era muito difícil pra mim evitar uma pessoa, principalmente sendo o meu Rafa. 

Estávamos eu, Larissa e Alice sentadas, conversando. Eu contei apenas o básico, já que todos viram a tal matéria. Ela achou um absurdo, mas logo mudamos o assunto para o aniversário da Alice. 

A pedi pra tirar uma foto com a Alice e assim ela fez. Não sabia que iria ficar tão fofa e automaticamente coloquei no meu snap. Apaixonada. 





Depois a Duda levou a Alice pra brincar e eu pedi para a Larissa tirar uma foto só minha.

"Vestidinho como o dia, leve..."

•••

O Sábado foi a mesma tranquilidade. Tirei para ficar na piscina com a Alice e enchi meu Instagram e meu snap de fotos.

Luan's POV.

Ela não tinha me dado a resposta sobre Noronha e eu estava nervoso. Depois que desligou na minha cara, não me ligou e nem mandou mensagens. Sendo que via todas suas postagens. Aliás, ela estava totalmente linda, do lado da minha afilhada.

@lunara: Que sábadão, hein Tatázoca?! Continue postando essas fotos maravilhosas, porque seus seguidores - os homens, principalmente - estão adorando esse seu biquíni! E essa Alice, existe mais fofa? Acho que pegou seu óculos, hein... 
Coisas lindas da minha vida!!! Hahahahahaha #tácurtindo #nemaipravocês #quecontinuamfalandodamateriachata #beijosdeluz

Curti e logo em seguida, recebi a ligação do Max. Teríamos que ir no domingo de noite, amanhã no caso. E ele ainda não havia me dado a resposta, droga! Não vi outra alternativa, a liguei.

- Oi amor. - falei manso, assim que ela atendeu. 
- Oi. O que é?
- Credo, muié. Tá tudo bem por aí?
- Sim.
- Hum... Então, cê num me respondeu sobre Noronha, vai ou não?
- Acabei esquecendo.
- Vamos ter que viajar domingo à noite, então... 
- Só vou embora daqui domingo à noite, então não dá.
- Você vai deixar de ir pra Noronha comigo?
- Sim. Não dá, não está vendo?
- Se o problema é isso, eu tô indo te buscar agora. 
- Tá louco? Não posso ir. Quando você vai voltar?
- Sexta que vem.
- Tá vendo? Tenho aula, não dá.
- Eu vou ficar chateado com você.
- Olha que coincidência! Eu também estou chateada com você...
- Vai começar? Eu tô te chamando pra Noronha, vei.
- E...?
- Justamente pra gente fazer as pazes e cê fica ai, cheia de marra.

- Não dá, já disse. - falou impaciente.
- Então tá, Tanara. Não vai. - desliguei, nervoso.

Os meninos já tinham ms chamado pra uma baladinha, mas não aceitei, acreditando que ela viria hoje. Mas, como a marrenta não quis, eu vou. Qual é? Estou a dias tentando fazer as pazes e nada...

 Tanara's POV. 

Luan me ligou e eu não dei o braço a torcer, não iria e ponto final. Fiquei mais alguns minutos ali e fui ao encontro da Lare, que estava toda animada e cada coisa que a Alice fazia, era uma foto. 

- Quem era no telefone? - perguntou, assim que sentei.
- O Luan, querendo saber se eu ia...
- E você vai, né? - falou animada.
- Não.
- Que? É Noronha, vei!!!
- Eu tô com raiva dele. 
- Você está, mas as piranhas fora d'água, não.
- Hã? - ri dela.
- Tatá, querida, eu já fui em Noronha, lá só tem mulher bonita.
- E daí? 
- Há quanto tempo vocês não transam?
- Cinco dias. 
- É, até que não tem muito tempo, mas, hoje tem balada com os amigos né...
- Como sabe?
- Eles combinaram aqui no grupo, que eu quase pirei pra me colocarem.
- Minha internet não tá pegando. - cortei o assunto e logo fomos para mais perto da Alice.

Fiquei sim com aquilo na cabeça, mas não dá balada, e sim das piranhas fora d'água e a namorada do Max, que não gosta de mim e nem do nosso namoro e que pode jogar ele, nas 'famosas' piranhas d'água. Quer saber? Eu vou sim nessa viagem. Mais tarde ligaria pra ele.

 Luan's POV. 

Encontrei com os meninos no hotel e fomos, eles, pelo visto, estavam bem mais animados quem eu. Que só estava indo pra beber e esquecer, que viajaria pra uma cidade linda e minha namorada não queria ir junto.

Fomos direto ao camarote, e eu, quando pisei lá, fui direto ao bar.

- Uma caipirinha, por favor... - falei para o moço e olhei para o lado, uma moça morena me olhava e eu sorri, aliás sou famoso, certo?
- Oi. - ela veio para mais perto, sorrindo safada.
- Oi. - cumprimentei, já pegando minha bebida.
- Sozinho? 
- Não... - respirei seu perfume, que era um dos da Tatá. - Com licença. - sai, fui um pouco grosso, mas quem não sabe que eu namoro? 

Vi que a moça me olhava e bom, comecei a olhar também. Linda, morena, corpão... Seria estranho e desonesto falar que meu pau subiu? Logo veio na mente a Tanara e eu desviei o olhar... Nada que não passasse logo.

A tal menina, se aproximou novamente e desta vez, não chegou a vir falar comigo, só parou na minha frente e começou a dançar. Confesso, fiquei olhando, não só para ela e sim seus detalhes, sua boca, seus peitos. Confesso mais, eu estava desejando aquela mulher, não tanto quanto eu desejava a Tanara, mas desejava. Peguei meu celular para olhar as horas, tínhamos combinado às 4:00 no estacionamento e vi minha foto com a Tatá, me fazendo sorrir. Era dela que eu precisava, do beijo dela que eu precisava. Ainda eram 2 horas, e eu não daria conta de esperar, além do mais, estava cansado. Mandei uma mensagem no tal grupo que os meninos estavam, algum deles iriam ver.

Nenhum respondeu e eu tive que ligar pro Testa. Além de cansado, estava  decidido a ir buscá-la. Combinei tudo com o Rober e liguei para a Arleyde, precisaria do Bicuço. 

Eles colaboraram comigo e logo estávamos sobrevoando rumo a minha casa. 

Logo chegamos e eu fui no WhatsApp, ver se ela estava on. Ela estava e minha curiosidade bateu. Com quem ela estava conversando naquele horário? 

"Me diz o endereço da casa que você tá"

Enviei e pra piorar minha curiosidade, ela demorou a responder.

"Dá pra me responder?"
"Pra que você quer saber?"
"Diz logo."
Ela mandou o endereço e eu comecei as perguntas. Estava curioso, qual era o problema?

"Tá falando com quem, uma hora dessas?"
"E você tá aqui por que? Não ia pra baladinha?"
"Me responda primeiro."
"Agora pronto..." 

Única coisa que respondeu e ainda tínhamos uma hora de viagem pela frente. Eu faço tudo isso por ela e é assim que ela me agradece. 

"Sai cedo... Já estou em casa"
"Legal."
"Não vai me dizer?"
"Dizer o que?"
"Com quem você está falando?"
"Com você, ué kkkk"
"Eu to falando sério, menina."
"Mas você não tá vendo? Eu tô conversando com você (;" 
"Blz"

Repondi e bloqueei o celular. Ela iria ver, ah se iria! 

Já era bem tarde quando chegamos no tal endereço e ela ainda estava online. Com quem ela conversava tanto? Minha curiosidade nunca havia despertado assim, eu queria saber. 

"Abre aqui pra mim"
"Oi?!"
"To aq, na casa que você tá"
"Você não é louco..." 
"Abre logo, porra."

- Vai demorar? - Testa perguntou. 
- Não. Vou só ajudar ela com as coisas.
- Beleza. - respondeu cansado e eu desci, quando a vi abrindo o portão. 
- Você é louco?
- Você vai comigo. - entrei sem pedir licença. Ouvi ela falar com o pessoal da van e entrou atrás de mim.
- Cadê suas coisas?
- Você bebeu? Eu já falei que não vou pra lugar nenhum. - falava rindo, olhando o celular. 
- O que tanto você olha na porra desse celular? - tentei pegar mas ela não deixou.
- Não sei o que está acontecendo com você. Já falei que não vou e você não tem que ver com quem eu converso. Nunca se importou...
- Quer saber? Pra mim tanto faz. Mas pega suas coisas e avisa sua mãe que você tá indo pra casa comigo.
- Você acha que é meu pai? Eu não vou, Luan Rafael. 
- Vai, ah se vai... Ou vai por bem, ou vai por mal. 
- Eu não vou! Eu ia... Mas já desisti.
- Da pra parar de drama? Onde tá seu quarto? 
- Você não vai lá! - falou um pouco alto, talvez estivéssemos falando alto, pois vi a Lare descer com minha afilhada. 
- Ei! O que é isso aqui? - falou me entregando Alice que abriu os braços pra me pegar.
- Vim buscar ela pra ir pra Noronha e adivinha? - falei impaciente.
- Ela vai. A mala dela já tá até pronta. 
- Cala boca, Larissa.
- Já? - olhei pra elas, arqueando a sobrancelhas.
- Já, uai. Ela só tá acordada ainda por isso. E por que não iria? - vi Tatá fuzilar ela e acabei rindo.
- Quem ele pensa que é? Vem pra cá achando que manda em mim... Não vou.
- Eu só quero fazer as pazes com você, porra. 
- Não fala palavrão perto dela, Luan. - Alice que para nós dormia no meu colo, levantou a cabecinha me olhando assustada.
- Desculpa, bebê. - beijei sua testa rindo. - Vai pegar suas coisas, vai... - ela ficou me olhando, séria e a Lare subiu, falando que ia pegar pra ela.
- Tenho que trocar de roupa.
- Não precisa! Tá linda assim... - coloquei Alice no sofá, chegando mais perto dela.
- Mas tá frio lá fora.
- Eu te esquento. - ri safado pegando seu queixo.
- Opa, opa! Minha filha tá muito nova pra presenciar isso. - Lare apareceu rindo, com as malas no topo da escada e eu fui ajudar, mandando ela ir se ferrar e logo em seguida soltei um "obrigado, Larinha", baixo.

- Avisa a minha mãe? - Tatá pediu, enquanto se despedia da Alice.
- Aviso. 
- Você me paga, dona Larissa.
- Boa viagem pra vocês! Usem camisinha, tá?! - riu e a Tatá revirou os olhos. A abracei até a van e ela me empurrou, assim que entramos.
- Não disse que estava com frio?
- Você não é cobertor. - falou seca e o Testa nos olhou rindo. 
- Cê veio de camisola, Tatá?
- Um idiota não deixou eu trocar de roupa.
- Até lá em casa não tem problema... - falei sem dar importância e ela revirou os olhos, pegando no celular de novo. Leu algo e começou a rir. Aquilo realmente estava me tirando do sério.

Fomos o caminho todo sem nos falar e quando chegamos na minha casa, ela subiu pro meu quarto sem olhar na minha cara. Me despedi do Rober, da Arleyde e do Well, entrando em seguida. 

Quando entrei ela já dormia - ou fingia - e eu achei melhor deixar a conversa para amanhã. 






Obrigada por cada mensagem de parabéns, vocês são lindaaaaas!!!! Desculpa ser minúsculo, mas vou tentar postar outra ainda hoje. O que aconteceu com o Luanzinho na balada? Ela não sabe né... E em Noronha? bom, beijos... :*