sexta-feira, 24 de abril de 2015

Capítulo 36 - Dedico pra todas que comentaram no anterior, suas lindas!!

Deêm uma olhadinha no capítulo anterior que eu respodi geral, uhuul!!  




Luan's POV. 

Acordei com uma dor de cabeça horrível. Minha cabeça latejava e eu achava que ela ia explodir. Só queria passar o dia dormindo. Olhei pro lado e ela dormia, profundamente. Tenho certeza que quando acordasse iria sentir a mesma dor e acabará prometendo que nunca mais vai beber. Mexi no seus cabelos e lembrei do que fizemos. O mais importante, claro. Foi maravilhoso e deu para matar toda a saudade que estávamos sentindo. Ela era maravilhosa.

Peguei a câmera que colocamos pra gravar e fui ver o que fizemos. A cada bobagem que falávamos, eu ria sufocado para não acordá-la. Ela ria mais do que o normal e eu nem sei como, já que ela era a pessoa mais risonha que eu conheço. Eu falava asneiras, mas nos mantínhamos numa sintonia. Ri muito da nossa dança e fiquei com vergonha de algumas coisas que falamos depois. Acho que não ficamos tão deploráveis, né?! Não assisti nem até a metade e o guardei, olhando as horas em seguida. Já passava das 14 e além da dor de cabeça, eu estava com muita fome. 

Pedi um café da manhã, já que pra mim ainda era cedo e aproveitei para fazer uma surpresa pra ela. Nunca fui tão romântico e por que não? Ela merecia. 

Me ajeitei e recebi tudo certinho como havia pedido. A moça me olhou diferente e até envergonhada. Mas acabou pedindo uma foto, ainda olhando estranho para a Tatá que dormia de bruços, com as costas nua. 

Ri depois que ela saiu e levei a bandeja pra cama, me preparando para acordá-la. 

Peguei em seus cabelos e beijei suas costas, fazendo uma trilha até o pescoço.
Vi que ela se mexeu e continuei ali, beijando sua nuca.

- Vem comer. Tá com dor de cabeça?
- Morrendo. Nunca mais..
- Você bebe? - continuei sua frase e ela riu, concordando. - Se ocê ver o vídeo...
- Você já viu? Que vergonha, amor.
- Você não é uma bêbada chata e nem lamentável. Já testei...
- Então você quis me testar? 
- Acha que eu casaria com uma bêbada chata? Não né?!
- Que 'gaiato'. - riu fraco novamente, me olhando.
- Vem comer.
- Café na cama?
- Cê tá vendo como eu sou romântico? Diferente? 
- Coisa linda. - mordeu os lábios e se ajeitou na cama, se tampando com o lençol. - Que horas são?
- Duas e meia.. Algo assim.
- Meu Deus, Rafa!!!!! Minha faculdade. 
- Uai.. 
- Acho que não tem problema, né?! Uma 'vezinha'..
- Não tem muié, relaxe! Vem, come comigo.

Comemos entre conversas e ainda não acreditando no que fizemos. Depois ela foi tomar banho e eu tirei a bandeja da cama, para dormir novamente. Não estava com coragem nem para banho. 

- Não vai banhar, amor? - perguntou vestida e eu arqueei as sobrancelhas.
- Por que cê tá assim? 
- Pra gente ir embora?
- Lógico que não, uai! Cê vai dormir comigo..
- Mas amor, já são quase três horas. 
- Não temos nenhum compromisso.
- Vamos dormir em casa?
- Não. Vamos dormir aqui, vem... - a chamei com o dedo e ele me olhou emburrada, deitando comigo. 
- Tinha camisinhas no chão quando eu acordei. - falei, procurando uma posição confortável para nós dois. 
- Credo, Rafa! - riu envergonhada e eu a apertei, fechando os olhos.

Tanara's POV. 


Passamos o dia dormindo e só voltamos pra casa de noite. Ele foi o caminho inteiro me zoando pela minha fraqueza com bebidas e, se fazendo de forte. Me deixou em casa e me comunicou que amanhã gravaria um vídeo lançando a música "Tanto Faz". No caminho ele havia falado como ia falado como ia funcionar e disse para eu dar um jeito de estar lá. Não prometi nada, mas ele sabia que eu iria. Com certeza seria de tarde e eu tenho a tarde livre. 

No caminho, fiz alguns snaps e o Luan não queria aparecer e acabei gravando ele falando "não, amor" e cantando algumas musicas comigo. As fãs gostavam e eu queria que elas se dessem bem comigo, vissem como eu realmente sou. 

Ele me deixou em casa e não quis descer, dando a desculpa de estar cansado e se descesse, demoraria mais do que devia. Lhe dei um beijo e entrei, mesmo não querendo deixá-lo. 

- Demorou, hein?! O que estavam fazendo, posso saber?
- Dormindo. Comemos, bebemos e dormimos.
- Aham..
- Só isso, acredite ou não.
- Vocês beberam?
- É... Resolvemos variar. - balancei os ombros e ela me olhou desconfiada. - Foi só um pouco, mãe.
- Sei! Ontem o jantar foi muito legal, perguntaram por você.
- Meu jantar foi muito melhor.. - falei sorrindo, lembrando. - Rafa estava tão romântico. - apoiei o queixo na mão e ela riu negando. - Sério, até estranhei.. Mais do que o normal.
- Luan sempre foi assim.
- Não mesmo! É porque a senhora não vê nós dois juntos...
- Ele é carinhoso sim! Mais do que o Gabriel. 
- Enfim, eu amei. Vou tomar banho pra jantar. - dei um beijo nela e subi.

Enquanto tirava meus sapatos, abri o Instagram e vi o user "lunara". Eu seguia alguns fcs shippers nosso e até alguns que faziam pra mim; mas comentar e ficar antenada, só no lunara. Ela foi a única que ficou do meu lado desde o começo e desde ai, já gostei dela. Quando começamos a namorar, nós duas tivemos mais contatos e conversávamos bastante pelo WhatsApp. Ela não era puxa saco e nós nos divertíamos com os assuntos.





@lunara: Hum, vou fingir que não pensei besteira!!!! Essa primeira foto estava no snap da Tatá {23:40} e essa outra, foi agora de noite. Juro que ainda não sei de nada certo!!! Mas pela legenda, eles passaram a noite juntos e ele foi deixar ela em casa agora... Mas e esse copo, dona Tanara?! Vocês beberam? Huuuum, adoroooo!!! Você precisa parar de linda assim e contar tudo pra gente!! Que tal? Brilha lunara cachaceiros 💫 @tatalbuquerque @luansantana 


Ri com aquilo e decidi não comentar. Caso ela perguntasse, resolveria se contaria.  

Tomei banho e desci para jantar. 

•••

Na última aula, fui atrapalhada várias vezes pelo toque do meu celular. Eu não costumava receber ligações nesse horário e muito menos, precisar colocar no modo silencioso. Quando sai vi que era o Rafa. 
7 ligações! 

Retornei e ele só queria saber se eu iria ver tal gravação. Perguntei que horas seria e confirmei em seguida. Avisei que estava saindo, mandei beijo e desliguei. 

15h00:

Já estava na casa do Rafa. Ele já estava arrumado e seu Amarildo o ajudaria. Por trás estava eu, Ju e Tia Zete que só observava sentada em um banquinho. 

Eu acabei pegando um banquinho e me sentando do seu lado. 

Primeiro ele deu um breve recadinho e começou, me olhou de relance e continuou, fazendo barulhinho com a boca. Ele começou a discar o número e, como sempre acontecia quando eu morava em Fortaleza, esqueceu o DDD, nos arrancando boas gargalhadas.
- Você não sabe ligar! - seu Amarildo falou e eu olhei para ele, que me olhou incrédulo e riu silencioso. - Cê sabe nem mexer no telefone. 
- Ai, cê sabe, oh... - falou quando meu sogro falhou... - Boa tarde! Eu gostaria de pedir uma música. - disse assim que conseguiram.
- Você gostaria de fazer seu cadastro na rádio? - ouvi a moça dizendo, já que estava no viva voz.
- Vamos fazer o cadastro.
 




Luan's POV.

Estava ligando pras rádios, e bom, estava ficando massa! Eu falava com uma moça, de uma rádio, como "Rafael". 

- Eu sou aqui do centro.
- Centro? 
- Isso.
- Bairro? 
- Laguinho.
- Bairro... Laguinho.
 - Muito simpática você viu... - disse já no fim da ligação. Sorri para Tatá e depois me concentrei novamente. 
- Ahhh, obrigada.
- Depois de ocê quiser me mandar uma mensagem do seu telefone, a gente marca um jantar, alguma coisa.. 
- Oi?
- Cê tem facebook?
- Tenho, mas eu não dou espaço para ouvintes. 
- Um beijo.
- Tchau.
- Na sua boca, tchau. - falei rápido e a Ju riu, negando. Tatá havia revirado os olhos e já estava meio emburrada. O celular dela tocou e ela saiu, sem dizer nada. 
- Que feio, filho. - minha mãe se pronunciou pela primeira vez.
- Ela sabe que foi brincadeira. Quanto drama! - bufei, ela sabia que eu era assim e sempre dava esses chiliques. - Corta essa parte depois, Jujuba. Borá continuar. - disse sem me importar e voltei para as ligações, que estavam me divertindo.







Posso pedir perdão pelo capítulo mais que pequeno? Era pra deixar esse ar... O que fariam no lugar dela? Aliás, o que achariam disso? Besteira? Falta de respeito? As dicas já estão sendo dadas para desvendar o futuro desses dois... Vamos ler a fic da Kevillyn? Leitora massa, hahahaha: OSSEP
Obrigada pelos comentários anteriores em tempo recorde e, vou diminuir pra 10. Vocês são fodas <3 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Capítulo 35

Narrado em 3ª pessoa.

Os dois dormiram agarrados, como se aquela noite matara toda a saudade. Era maravilhoso. Eles queriam que aquela noite se repetisse e, caso se repetisse, poderiam ser tituladas como o melhor sono de ambos.  

Ela acordou cedo, com dó de acordar o namorado, que transparecia cansaço. Se arrumou para sua rotina e lhe deu um beijo, deixando uma mensagem no seu celular em seguida.

Ele acordou tarde, mais do que devia. Também pudera, estava na casa alheia e tinha uma mínima vergonha. Leu a mensagem e assim que levantou, ficou aliviado ao ver que ela já estava de volta.

O dia dela foi normal. Chato, cansativo e ansioso. Sim, tudo que ela mais tinha era ansiedade para voltar para os braços do namorado e, para a noite das bebidas. Ela era um tanto insegura e conseguia ter medo do que poderia falar, não estando sóbria. 

Mas algo acabara os desanimando. Antes dele ir para casa, a mãe dela avisa: a casa não ficaria vazia. Aliás, ficaria mais cheia do que nunca. Teria um jantar com a família de Larissa. E agora? Nada que o jovem cantor não resolvesse. Uma noite em um maravilhoso hotel. Ela? Não tinha como negar e sim, inventar uma desculpa para a mãe. 

- 22:00 eu passo pra te pegar. Não esquece. - Luan falava carinhoso, alisando os cabelos da jovem. 
- Pode deixar... - respondeu aconchegada no peito do rapaz.
- Sua mãe não vai pôr problema? Querer que você participe do jantar?
- Não, relaxa. Às 22:10 eu estarei pronta.
- 10?
- Qual a magia de não deixar você esperando? - falou divertida e ele riu. Era sempre assim: eles se divertiam com essa brincadeira que resolveram chamar de namoro.
- Tá bom, senhora magia! Agora eu vou. - ergueu o seu rosto e lhe deu um beijo calmo. - Vou adorar te ver 'bebinha'.
- Somos loucos, você sabe né?! Bem loucos. 
- Se é bom é assim.. 
- Vou com lingerie bege pra te mostrar.
- Agora pronto! Vou bem deixar de te.. - a garota tapou sua boca, rindo e temendo sua mãe ouvir. 
- Minha mãe, seu louco.
- Por causa de calcinha. Estou na seca, gata.
- Você só me usa, seu cretino.
- Uma coisa gostosa dessa, eu tenho que usar e abusar... Não acha?
- Vai embora, vai.
- Vai de bege, mesmo?
- Se reclamar muito eu vou de freira. - falou brincalhona e ele riu, lhe beijando mais uma vez e saindo. 


•••


A garota, com um jeitinho conseguiu a permissão da mãe, para sair com o namorado. 

Depois de um tempo, que para ela foram longos até demais, ela foi se arrumar. Pegando sua melhor lingerie, uma roupa que a deixasse à vontade, uma maquiagem básica e claro, uma rasteirinha, pois morria de medo de quando ficasse bêbada, caísse 'espatifada' no chão.

O garoto, por sua vez, já tinha encomendado tudo, para que naquela noite saísse tudo perfeito. Aliás, ele não queria só ficar bêbado pra uma noite de curtição. Ele queria um jantar romântico, como a sua namorada sempre fala, queria  surpreender a amada. 

Ele comprou as coisas que ela gosta e, como sempre, antes passou no restaurante preferido da moça e assim, atrasou em seu compromisso.

- Amor! Que demora... - a menina abriu a porta rindo, o zoando pelo seu atraso. - Rafa, espera! Que roupa é essa? A gente só não tá indo beber? 
- Oi, pra você também... - ele riu, lhe roubando um beijo e logo após, cumprimentando seus sogros. Sim, ele chamava o padrasto da menina de sogro. - Amor, eu queria algo fofo com você hoje, sabe? Então preparei tudo pro nosso jantar, antes de beber.
- Cala a boca! - ela riu, já que seus pais não sabiam do acontecimento. - Poxa, Rafa, eu nem me arrumei...
- Você tá linda, tá? - ele sorriu, o sorriso que a deixava derretida, o sorriso que ela sempre amou.
- Não, eu não tô linda.. 
- Mas só vamos pro hotel. - o garoto cochichou no ouvido da garota, totalmente ansioso.
- Você me confunde! Não disse que íamos à um jantar?
- No hotel. Comprei a comida que você gosta... O restaurante que sempre vamos.
- Sério? Menos mal. E por que o senhor veio todo príncipe?
- Porque eu não posso andar desarrumado né... E, queria te impressionar. Gostou, minha linda?
- Eu amei. - riu, assustada com tanto romantismo. Ele não era assim normalmente, não nesse nível.
- Vamos?
- Amor...
- Você tá linda, Tatá. Para de ser patricinha. 
- Patricinha?
- Você não está simples para passar a noite comigo... Relaxa.
- Se alguém me ver perto de você, eu juro que te capo. - falou irritada e ele riu, animado. - Tchau mãe, já vamos. - se despediu rapidamente e assim o garoto fez também. 

Ela ainda não estava acostumada ao maravilhoso cheiro que ele tinha. E por incrível que pareça, ele era dela. E ela era dele. Um sentimento recíproco... 

- Que lindo, amor! - ela dizia deslumbrada com o lindo quarto que ele havia preparado. 
- Eu sou demais, né amor? Só foi você me pedir um jantar que nem o da nossa primeira vez... E eu consigo tudo isso. Um namorado como eu você nunca vai encontrar.
- Por que será que você quer me agradar?
- Pra te deixar feliz? Por que eu te amo?
- Awn, amor! - lhe beijou, carinhosamente. - Mas eu te conheço, seu cretino. - sua mão bateu sem muita força, no seu ombro. - Você quer é sair da seca.
- Ainda bem que ocê sabe! - ele riu, meninão. - Mas vamos fingir que eu só quero ser romântico nessa linda noite...
- Namorar um cantor tem suas vantagens. - piscou, safada. - Também estou morrendo de saudades, cretino.
- Então eu não preciso te mimar muito?
- Claro que precisa, sou difícil, já falei. - sentou na cama e abriu a bolsa, pegando a câmera. - Vamos comer para depois, beber e ver no que vai dar.
- Como quiser, minha princesa.
- Quer que eu te chame de mozão? Pra ficar cem porcento gay? 
- Pode ser, meu amorzinho. - entrou na brincadeira, indo em direção a comida.


Mataram a fome de comida entre brincadeiras, risos e beijos. Mas logo depois colocaram para gravar e, começaram a beber; para alcançar seu objetivo e matar a fome um do outro. 

Beberam, beberam... Da mesma forma da comida: brincadeiras, beijos e risos. 

Assuntos era o que não faltava e bom, eles com certeza já não estavam mais sóbrios. Ele, tirou fotos dela com o copo de bebida na mão e nem sabia em que lugar tinha metido as tais fotos. 

02h30

Ela já vestia o camisola que havia levado e ele estava com um roupão que nenhum dos dois faziam ideia de onde estava; e nem porquê ele vestiu. Eles se animaram e de repente, o som do celular do garoto já comandava a dança totalmente sem nexo que os dois faziam. Mas ele riam, eles só riam. 

Eles dançavam um tipo de funk, mas aquela dança é uma mistura de rock, eletrônica e até sertanejo. A cada 'passo' obtido na dança, era uma gargalhada, um beijo... Eles estavam felizes, dançando, se curtindo.



A música era "Malha Funk - Furacão 2000". 

- Vem pra cá, tchutchuca linda! - o garoto deu-lhe uma juntada e depois caíram na gargalhada. - Na hora do rale rola não tem preconceito... - cantava, enquanto ela beijava seu pescoço. 
- Deixa de ser idiota! - ela riu, assim que a música acabou e ele empinava o 'bumbum'.
- Eu tenho tanto medo de perder você... - ela sorriu com aquela declaração, e o beijou.
- Vem, vamos tirar uma foto. - ele a puxou, postando com uma legenda, linda, que eles nem lembraram dali dois minutos.

'' Vamos fazer desse lugar nosso céu particular, porque o melhor lugar é onde você está... 🍻 Aowwww thuthuca linda, te amo. 💙"


- Eu te amo! - ela disse e como a cada minuto, ele lhe deu outro beijo.

- Vem cá, senta aqui. - ele a chamou, deitando. É assim ela fez, ficou ao seu lado.
- Quer conversar? No estado que estamos?
- Clarooooooo uai! - falou animado, mais pra lá do que pra cá. 
- Então tá, começa. 
- Vamos falar coisas legais... Jogo da verdade?
- Mas só tem nós dois aqui, Rafa. - riu, embriagada. Ela nunca tinha bebido e não estava acostumada como ele - que também estava totalmente bêbado - Ou tem outra pessoa? - arregalou os olhos, fazendo ele rir mais ainda.
- Acho que não tem não... É tô bebo e não doido. 
- Então tá. Aquelas amigas da Nana são feias né?! Parece um filme de terror que a Bruna é a mocinha, a única bonita. 
- Por que cê tá falando isso?
- E eu que sei?
- Muié, eu também acho!!!
- Mas não fala pra Bru não... Ela vai ficar com raiva de mim. - sussurrou e ele concordou concentrado e totalmente obediente. - Eu tenho ciúmes da Ana Carolina...
- Aquela dos olhos azuis? - perguntou 'surpreso' e ela assentiu, da mesma forma. 
- É, a Torres. As torres mais feias que eu já conheci. - falou maléfica e riram. 
- Eu não gosto do Bernardo. - falou sério, e ela suspirou impaciente. - Ele só quer te afastar de mim. Quer que você volte 'praquele' babaca.
- Amor! Eu não sinto nada por ele... - ela sorriu, tombando em seu colo.
- Tenho medo dos 3 anos falar mais alto. - ele disse sincero. - Eu amo você... 
- Ow amor, eu também te amo muito. - ela falou mais carinhosa, toda boba com as declarações que o álcool estava proporcionando.
- Ás vezes eu te comparo com o Erick... - ela olhou pra ele, que ficou sério, 'rabugento'. - Fico vendo sabe? Por que eu não vim pra São Paulo antes, te conhecer... - ele continuava sério, levantou pra pegar um copo de whisky. 
- Eu não gosto quando você fala dele.
- Tô falando que com você é diferente, seu ingrato.
- Se você ainda gostar dele, eu juro que acabo com ocê.
- Quem vê pensa que tem ciúmes. - ela revirou os olhos, lembrando da sua famosa paranoia. 
- Não sinto ciúmes... Sei lá, não sou assim.. Eu sei que você não vai me deixar por ninguém e acho desnecessário fingir só pra você achar que eu tenho ciúmes.
- Então tá, não vou mais te encher com isso. 
- Como foi sua primeira vez? - ele perguntou um pouco incomodado, voltando para a cama. Sabia que tinha sido com o ex que ele não gostava, mas insistiu em perguntar.
- Na casa dele.
- Com o Erick?
- Sim. 
- Cê teve mais alguém depois dele? - aconchegou a garota no seu peito. 
- Você. 
- Como foi?
- Normal. 
- Ele foi romântico, sei lá?
- Ele foi cuidadoso e eu gostei.
- Hum...
- Pra quê isso?
- Curiosidade, uai. - riu. - Cê nunca me falou. - Eu faço melhor do que ele?
- Oxe, pra quê isso?
- Eu espero realmente que você diga sim...
- É... Faz. 
- Só "faz"? Assim eu não quero. 
- Você fode pra caralho... Tá bem?
- E o beijo?
- O seu é muito mais gostoso. - falou passado os dedos no roupão do namorado, cheia de más intenções.
- Quero foder pra caralho, dentro do castelo inflável.
- Qual o seu problema? - riu, da ideia de transa do companheiro.
- Eu quero, porra. Imagina como deve ser bom... 
- Aham, maravilhoso! Todos falam, já que todos transam em castelos infláveis!!!
- Cê num quer?
- Onde vamos arranjar isso?
- Não sei, mas que vamos fazer, isso vamos!
- Fecha aquela portinha e pronto... Vai ser massa, cara.
- Amor. - riu, o repreendendo e sentou do seu lado, mais reta. 
- Onde você quer fazer?
- Na escada. - falou espontânea e se arrependeu, rindo em seguida.



- Lá em casa tem mesa de sinuca... - olhou pervertido e ela abriu a boca, fingindo espanto. 
- Eu nunca bebi, amor. - falou embolada. - Vou passar mal amanhã? 
- Acho que sim... Eu também vou. 
- Se fodendo juntos...
- Não. Nos fodendo juntos.. Não é melhor? - arqueou a sobrancelha, galanteador. 
- Você vai me usar de novo?
- Todinha. - bebeu mais um gole e ela o olhou profundamente, apaixonada.


- Começa logo, então. - falou extremamente sexy e ele chegou a se arrepiar. Não pensando duas vezes antes de levantar, deixar o copo em qualquer lugar e dá tchau pra câmera. 
Tirou o roupão em um tempo recorde e ela apreciava aquela cena maravilhosa. 

- Você que pediu. - falou impaciente, subindo em cima da garota. 

Eles tinham a noite toda para se amar, eles saberiam aproveitar. Ou quem sabe, não só essa noite... Mas com certeza, ela ficaria marcada para sempre em suas vidas.





Só eu que amo esse filme? Teve que ser pequeno, desculpa... Fofos, né?! Não irei mais dizer nada :x Tem o grupo da fanfic no whats, quem quiser deixa o número nos comentários. Pode ser 15? Topam? Adorei os anteriores, sério!!! Beijos, amores.. 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Capítulo 34 - Dedico pra Vic Novaes!

Parabéns mulher!!! Muitas felicidades. :*


- Ah Tatá, qual é?! Luan está em Las Vesgas, quando chegar você conta!
- Eu quero decidir quando ele tiver...
- Acontece que eu não vou esperar 4 dias. Ele vai passar 4 dias, não é?! 
- É. 
- Então... Me dá logo essa resposta!!! 
- Ana, é complicado. - abaixei a cabeça.
- Complicado você posar para uma loja? Do meu lado e da Bruna Marquezine? 
- Você esqueceu de quem eu sou namorada? Vão logo dizer que eu quero fama... "Chupa fama", "Aproveitadora"...
- Você nunca quis essas coisas! E sim, através do Luan enxergaram você... 9 meses de namoro, acho que até demoraram. 
- Por isso eu tenho que falar com o Rafa! E além do mais, eu não gosto dessas coisas...
- Para de mentir! Adora uma foto.. 
- Não de posar pra uma marca de roupas...
- Se o Luan disser não, você não vai fazer? Me poupa, né?! Luan não é seu dono. Você sabe muito bem que a equipe dele faz de tudo pra te preservar, te esconder... Só pode aparecer do lado dele e blá blá blá. 
- Ele não é meu dono... E não precisa esfregar na minha cara como eles são, eu sei muito bem. 
- Por isso mesmo... Você vai fazer e ponto. 
- E se eu não for bem?
- É só uma experiência, Tatá! Gostaram de você e te querem também. 
- Aí, Ana..
- Relaxa, tá?! E não conta nada pra ninguém, vamos fazer uma surpresa... 
- E quando vai ser?
- Amanhã. 
- QUÊ?
- Eu sei, um pouco em cima.. 
- Um pouco? Eles nem sabem que eu aceitei..
- Sabem sim!!! Eu já tinha avisado à eles.. Só falta você assinar o contrato. - fez sinal de 'dinheiro' com a mão, sorrindo. - Você assina e já vamos para as fotos!! 
- Você não presta, sabia? 
- Eu sou um gênio, fala aí. - riu e eu pus a mão na boca, não acreditando. 

Fui convidada para fazer a campanha de uma loja de roupas, bem famosa. Teria apenas, minha amiga Ana e a Bruna Marquezine. Estava com o pé atrás pelo o que falariam.. - eu ainda não superei essa parte e quase sempre tô atrás do que falam de mim - Mas, o Luan estava fora e não dava pra falar disso por mensagem ou ligação. Então, acabei aceitando... Estava precisando do dinheiro e bom, Ana quase me forçou.

3 dias depois... 

Luan's POV. 

Foram quatro dias muito corridos, mas muito prazerosos. Assistimos a um show da Shania Twain e três apresentações do Cirqueira du Soleil: uma que homenageia o Michael Jackson, outra sobre os Beatles e uma chamada O. Todas incríveis, vamos ter que filtrar boa coisa do que vimos. Aproveitei também para fazer coisas que normalmente não consigo fazer no Brasil: passear na rua e fazer compras no shopping. Acabei comprando alguns presentes e principalmente, pra Tatá. Imaginei o sorriso dela ao ver e com certeza, o preço não importou. Não sou muito bom em gosto feminino, mas os meninos me ajudaram e eu lembrei das roupas que ela costuma usar. Se Deus quiser, ela vai gostar. Também gostei muito de entrar nas farmácias e comprar as guloseimas que eles vendem por lá. Conheci o deserto e os cânions da região. Aluguei um carro e passeei pelas margens do Rio Colorado e visitei a represa Hoover Dam. Curti bastante passar pela ponte que existe ali na represa, com a Ferrari conversível. O que só aumentou meu sonho de consumo: ter uma. Mais pra frente, quem sabe... A revista QUEM acompanhou tudo e, serei capa da próxima e nela, terá todas as fotos que tiramos lá. 

Estava voltando pra casa, cansado e cheio de novas idéias. Liguei pra Tatá e ela não atendia. Achei estranho, ela sempre atendia no primeiro toque. Abri o instagram e tinha uma nova foto sua. 


                @tatalbuquerque: Surpresas vindo por ai! hahahaha. 


O que era aquilo? Eu não estava sabendo de nada. Liguei novamente e dessa vez, ela atendeu. 


- Oi meu amor!!!! Chegou? - disse calorosa e eu sorri.
- Indo pra casa, amor... 
- Como foi lá?
- Muuuito massa! Tô louco pra contar procê. 
- Sério? - riu. 
- Você já pode ir lá pra casa...
- Quê? Não dá. - riu. - Eu lembrei que tenho uma prova amanhã, tenho que estudar.
- Ah não, amor.. Eu cheguei, pô! 
- Sinto muito, amor.. 
- Eu realmente tô esperando você... 
- Eu realmente não posso ir. 
- Só uma passadinha? - perguntei manhoso. Sabia que se ela fosse, a faria dormir. 
- Tá bem... Deixa eu só terminar aqui! - riu. 
- Que foto é essa? 
- Que foto?
- Você, Ana, Bru Marquezine... Não sabia que eram amigas. 
- É uma surpresa! - riu. - Te conto já, tá?! Vou desligar aqui... 
- Beijo na boca. - falei e ela desligou, fazendo o estalo do beijo.


Meus pais e minha irmã me receberam animados e de imediato, já comecei a contar tudo. Tomei banho e entreguei os presentes. Depois fomos jantar e eu já estava incomodado com a demora da Tatá. 

- Ela disse que vinha?- Xumba falou, duvidando.
- Ela me falou que tinha prova... Acho que não hein, Pi. 
- Ela falou. Se ela não vier, ela vai comprar uma briga.
- Quanto drama, Luan. - meu pai falou, me zoando. 
- Isso é amor, pai... - Bruna falou e eu olhei feio. A campainha tocou e eu corri para atender. 

Mal deixei ela falar nada e a abracei, lhe tirando do chão. 

- Uau, Rafa. - falou assustada, enquanto eu a apertava. 
- Eu disse que ocê vinha! - disse sorrindo e ela franziu o cenho, sem entender. - Nada.. Vem, janta com a gente.
- Eu já comi, gato. - fez cara de convencida e eu pus a mecha do seu cabelo pra trás. - Cadê a tia Zete? 
- Jantando... Não ta esquecendo de nada, muié?! - mordi os lábios e ela lerda, checou o celular na mão. - Meu beijo. 
- Aaah... - abriu a boca, rindo. 
- Ah nada, vem cá. - lhe puxei de novo e consegui um beijo, um pouco destrambelhado.
- Foi bom? 
- Foi muito foda. - coloquei o braço ao redor do seu pescoço, e a fiz 'me carregar'. - Queria que você tivesse ido comigo...
- Eu estudo, cantante. Mas... Ainda chego lá! Ser ostentação como você e viajar pra onde eu quiser, na hora que eu quiser. - conversávamos no caminho para a mesa. 
- Casa comigo e pronto. Ou... Nois faz uma dupla aí daqui 7 anos, ocê tá ostentação. 
- Que casar o quê... Tô é tentando furar a camisinha mesmo. - falou séria e eu soltei uma gargalhada. 
- O trem é difícil de sabotar? 
- É sim amor, me ajuda. 
- Vou pensar.. - beijei seu rosto e ela riu. 
- Naná!!! - Bruna quase gritou e ela beijou o rosto dos meus pais, toda carinhosa. Sempre foi assim com eles e até parecia uma pessoa meiga. Abraçou a Bruna e eu  ajeitei a cadeira dela, sentando em seguida.

- Você não tinha prova, Nana?
- Eu vim por livre e espontânea pressão. - me deu um tapinha, rindo. - Só dar um Oi mesmo... Senão já viu, né?!
- Aposto como dorme. - falei baixinho e minha mãe riu.
- Falou o quê, Luan Rafael? - Tatá disse autoritária.
- Nada, uai.. - levantei os braços, me rendendo. 


Conversamos um papo descontraído e ela acabou comendo, depois de muito minha mãe pedir. Sempre que ela olhava as horas, eu colocava outro assunto. Não queria que ela fosse, queria que ela dormisse! Mas não adiantou.

- Já são 22:00.. Olha como tá tarde! Preciso ir, vai. - dizia carinhosa, alisando meu rosto. 
- Mas eu nem te entreguei meus presentes ainda...
- Você tá me enrolando, Rafa. Eu tô cansada, sabia? Queria dormir, mas tem prova. 
- Oh, cansada... Não vai querer estudar.
- Mas eu preciso, me ajuda também. 
- Tudo bem.. - suspirei derrotado. - Você não me contou sobre aquela foto. 
- Depois, tá?! Preciso ir..
- Tive uma idéia! 
- Qual? - perguntou, sem ânimo.
- Eu vou dormir com você...
- Amor, eu acabei de falar que tenho que estudar...
- Por enquanto que você estuda, eu jogo. Topa? Aí depois 'nois' dorme 'juntim'.. - a abracei, confortavelmente. 
- Promete?
- Prometo! - cruzei os dedos, para prevenir. 
- Então ajeita a mochila.. Vou me despedir da tia Zete e do seu Amarildo. - me deu um selinho e saiu, enquanto eu comemorava. 

•••

Quando chegamos na sua casa, Erika se animou e logo sabemos o porquê. "Vocês podem ficar com a Duda?" Queria sair com o marido; e nós, não hesitamos. Duda já dormia e eles avisaram que só chegariam de manhã: a casa só pra gente. Gabriel foi passar a noite com a namorada e a filha.

- Você é sempre babá?
- Quase. - balançou os ombros. - Eu entendo.. Eles não tem muito tempo pra namorar...
- Que nem a gente. - falei fazendo bico e ela riu fraco, mexendo o brigadeiro que estava fazendo. - Tá ficando bom, amor?
- Eu acho que sim.. Vamos comer e depois eu vou estudar, tá?!
- Tá bom, Pikitinha! Até parece que eu quero te atrapalhar..
- Você não quer atrapalhar, você quer atenção. 
- Eu só acho que merecia...
- Amanhã te dou toda atenção do mundo! - apagou o fogo e colocou a panela na mesa. 
- Tem que me dar outras coisas também... 
- Você não presta, hein?! - riu. - Quem sabe... 
- Quem sabe nada! Vai ter sim..
- Se você me levar em um restaurante, jantarzinho romântico e depois.. 
- Motel? 
- Eu ia falar um lugar bonito... De fofisse, não safadagem. 
- Aquela cama redonda é massa, amor! Cê num acha bonita?
- Já entendi Luan, você voltou subindo nas paredes..
- Então não vai precisar de jantar e tudo isso?
- Claro que vai! Estou mais difícil do que nunca... E além do mais, quero lembrar aquela nossa noite. Lembra?
- Qual?
- O jantar, amor! Éramos amigos ainda... Nossa primeira vez!!! - falou toda emocionada e eu ri, olhando pro seus olhos, que brilhavam. 
- Eu adoro aquele nosso jantar! Mas.. Prefiro o que vem depois. Sua primeira chave de coxa.. Aí depois cê só foi melhorando e hoje eu to aqui, totalmente amarrado. 
- Hahaha, que engraçado. - Me mostrou o maior dedo e eu ri, realmente lembrando. 


Fui até a panela e coloquei o dedo no chocolate, levando um tapa em seguida.

- Tá quente, menino! 
- Uai.. - levei à boca, rindo. Pegou e pôs na geladeira. Colocar na geladeira quente ainda, é estranhamente bom. Ela tinha essa mania e me viciou. - Por enquanto que fica como cê quer.. Vem cá, vem. - peguei na sua mão, a puxando em seguida. Começamos a nos beijar calmamente e podíamos sentir a saudade que ainda contínhamos. 

- Amor, vai ficar congelado. - separou nossas bocas, sorrindo. 
- Vai nada.. 
- Te aquieta, vai... Vai subindo que eu já levo a panela.
- Não posso esperar minha namorada?
- Você voltou muito gay.
- E você má. 
- Depois eu sou a dramática... 
- Vai, pega logo esse trem. - falei emburrado e ela ficou na ponta dos pés, puxando meu lábio com a boca. - Sai, namorada fria. - ela riu e pegou a panela.
- Hoje eu quero duas colheres, porque vou te dar um gelo. - disse sério e ela me olhou, fingindo acreditar. 
- Pega você, eu só quero levar uma. - subiu convencida e eu passei a mão no cabelo, não resistindo e a agarrando por trás. 

Subi a beijando e tirando o brigadeiro com o dedo. Ela brigava, me fazendo rir.

- Se tem a colher, não é pra 'coisar' com o dedo. - falou marrenta e eu ri.
- Coisar com o dedo, Tatázinha? 
- Você tá muito safado menino, credo. - riu, deitando na cama. 
- Você tá fazendo doce de tudo, credo!
- Não é fazer doce, é não poder imaginar o que eu imagino escutando essas coisas..
- Cê imagina, safadinha? - subi em cima dela. 
- E quero fazer, mas tenho que estudar! Lembra? 
- Lembro.. Mas temos um tempo, o tempo que o brigadeiro dura. E eu vou te dar na boquinha, com o dedo se preferir..
- Amor, para... - disse sem graça e eu soltei uma gargalhada.
A ajeitei na cama, ficando em cima.
- Queria que você fosse mais alta do que eu.
- Por que?
- Pra ficar perto dos seus peitos, sempre. 
- Meu Deus. - riu e eu beijei seu colo. - Vamos comer, tá?! E fecha essa porta, caso minha mãe chegue... - falou e eu levantei rápido, fechando a porta com esperanças. 

Fiquei em cima dela de novo e enchi a colher de brigadeiro. 

- E é que não queria colher..
- Quem disse que é pra mim?
- E é pra quê? - não respondi, apenas passei no seu pescoço. - Mas gente!
- Exatamente... - ri safado e aproximei minha boca, dando uma maravilhosa chupada ali. 
- Cretino. - disse arrepiada e eu lhe beijei.

Ficamos comendo com carinhos e com safadeza. Mas só provocações... Ela tinha que estudar e só estava esperando o brigadeiro acabar. Brigadeiro que eu tanto preservava.

- Seu celular vibrou... - avisei, passando a mão no seu rosto. Ela pegou, viu algo e largou um sorriso. - O que é?
- Minha prova foi adiada... 
- Sério? - sorri.
- Aham... Mas ainda tem aula! - fez bico.
- Mas agora você não precisa estudar...
- É... Por esse lado.. 
- Ocê num me contou que foto era aquela.
- Sim, sim! Fui convidada pra fazer a campanha de uma loja...
- Com elas?
- Sim. 
- Bruna Marquezine, Ana e a..
- Brenda, ela mesmo. A que você ficou quando éramos amigos.. 
- E você ficou morrendo de ciúmes. - falei rindo e apertei sua bochecha. 
- Eu não tenho ciúmes, amor. Confio no meu taco.
- Ahamm. - fingi concordar e ela revirou os olhos. 
- O sem ciúmes da relação é você.. 
- Vai começar com essa besteira, de novo?
- Não. Mas e ai, acha que eu fiz bem em aceitar? 
- Claro, uai. Toda linda.. - cheirei seu pescoço. - Mas tem que usar biquíni?
- Não. - riu. - Por que?
- Porque eu queria ver a Bruna Marquezine de biquíni né.. - brinquei e ela riu, sem humor.
- O Instagram dela está cheio..
- Você fica muito fofinha com ciúmes, sabia? 
- Não. Idiota.
- Uiii, ficou braba?
- Vamos dormir.. 
- 'Logiquinao'! Nois vai fazer outras coisas... 
- Eu tô cansada, amor. E você também deveria estar! Acordo cedo e blá blá blá.. - suspirei pesado. 
- Tá bem... - passei o dedo no seu rosto. - Cê gostou do presente?
- Amei. - sorriu. - Adoro roupas, você sabe.
- Lembro bem como a Priscila surgiu na minha vida... - falei e ela riu. 
- Quem sabe um dia, eu não viajo com você? Assim, pra outro país.. Só nós dois...
- Por que não? Temos muito tempo pra isso.
- Será? Temos que aproveitar o agora, ninguém sabe o dia de amanhã..
- Que papo é esse, Tatá?
- Nada, Rafa... Mas sei lá, você já pensou que podemos nos separar?
- Cê quer separar de mim?
- Não, besta. Eu tô falando que talvez não dure como nós pensamos.. 
- Hum... Mas a gente aproveita muito e, não vamos nos separar. Eu até gosto docê, sabia? 
- Muito generoso da sua parte. - riu. - Acho que dá pra te suportar por mais um tempo..
- Credo, amor. - falei ofendido e ela soltou uma risada. 
- Amor, todo casal planeja coisas, né?!
- É. - assenti.
- Você fazia isso com a Jade? 
- Acho que sim.. E você?
- O Érico achava que iríamos casar e blá blá blá.. - riu e eu continuei sério. - Mas eu nunca planejei e nem pensei essas coisas clichês que namorados pensam.
- O que você pensava?
- Com ele? Nada demais. Mas quando eu era criança, eu queria ter um grande amor pra fazer coisas com ele.
- Coisas? Desde criança você é safada? - perguntei rindo e ela me deu um tapa.
- Coisas loucas ou distantes que eu só fizesse com ele...
- Nossa amor, que louca. 
- É, eu sei.. 
- E como seria isso? Eu sou seu grande amor, talvez possa ajudar.
- Nada convencido..
- Vai amor, fala.
- Não sei! Algo que os dois nunca tivessem feito e experimentasse juntos.
- Tipo medos? Enfrentar?
- Isso!!! Tipo isso.
- Hum... E por que não? Vamos fazer, Pikitinha?
- Tá louco, Luan?
- Uai, quê que tem? Borá? 
- Sério isso?
- Sério. Topa?
- Topo. 
- Que medo vamos enfrentar juntos?
- Não, não vai ser só isso...
- Por que?
- Quero mais alguma coisa.
- O que, por exemplo?
- Não sei amor, você tem que falar também... 
- Que tal uma lista? Ai 'nois' vai fazendo...
- Aham. - sorriu. 
- Chamam a gente de Lunara, né?! A lista tem que ter um apelido.
- Tem?
- Tem! Lunarisses. 
- Quê? - riu.
- É... Vamos fazer Lunarisses.. 
- Pode ser. - riu, sem jeito. - Qual o seu medo? 
- Preciso mesmo falar?
- Brinquedos radicais! - começou a rir de mim. 
- Cê num ri não, é sério...
- Você vai neles comigo.
- Não amor, isso não. 
- Isso sim!!! - disse ainda rindo.
- E o seu, qual é?
- Não sei...
- Você é a pessoa mais medrosa que existe e não tem um medo grande?
- Não tô lembrando agora. - mostrou a língua.
- Terror! Vou te fazer assistir o pior filme de terror.
- Não, não é algo diferente...
- Medo de terror, Tatázinha? Com 19 anos nas costas? 
- Olha querido.. 
- Olha nada! - ri. - Vou fazer melhor, vou te levar no lugar que tem só trem de assustar.. 
- Se você for no brinquedo, eu vou.
- Então fechô! - lhe dei um selinho. - O que podemos fazer, depois disso?
- Você já me viu bêbada?
- Não... Ainda não. E ocê já me viu?
- Ainda não. - entortou a boca, pensando. - Que tal a gente beber juntos?
- Como assim? 
- É, Rafa. Bebemos e ficamos bêbados. 
- E se os dois ficarem bêbados, como vão ver como os dois são?
- A gente põe pra gravar. - sorriu animada.
- Será? - mordi os lábios. 
- Aham... 
- Então tá. - balancei os ombros e ela me beijou. - Quero que você aprenda a tocar violão e cante comigo. 
- Quero que você viaje de moto comigo. 
- Mas eu não sei dirigir moto..
- Mas eu sei. - falou sugestiva e eu abri a boca, assustado com a ideia.
- Não, Tatá... - ergueu a sobrancelha e eu virei o olho, vencido. 
- Cada um vai ter que armar uma pegadinha...
- Como assim?
- Eu te trollo e você me trolla. Mas tem que ser bem feita!
- Cê vai gravar tudo isso?
- Vamos. - mordeu os lábios.
- Na pegadinha eu vou ganhar..
- Vai nada!
- Vamos ver. - falei convencido. É claro que eu ganharia. 
- E, vamos gravar cada um comendo o que mais odeia... Imagina que delicia amor, um prato de carne moída! - falou irônica e eu fiz careta, mas aceitei. 
- Temos quantos?
- 6.
- Vamos fechar no 7. 
- Não tem mais nada..
- Tem sim. - olhei malicioso e ela riu.
- O que você quer?
- Te pegar em lugares diferentes..
- Hã?
- Transar em lugares estranhos, uai.
- Amor!!! - riu sem graça e eu lembrei das minhas fantasias sexuais, já sabendo quais seriam.
- Como são 7 coisas, vão ser 7 lugares.
- Quais?
- Elevador, em cima de uma mesa de sinuca, escada, num castelo inflável.. 
- Tá doido, Rafa?
- É amor, aqueles que tem em festinha de criança. 
- Você fantasia isso?
- Num barco, ou lancha... 
- Ah claro! Normal... Mais alguma coisa?
- E os outros 2 eu acho que não seria legal. Diz você.. 
- Eu não...
- Vai amor, não seja vergonhosa... Seja sem vergonha. - sussurrei safado no seu ouvido e ela me deu um tapa no ombro, rindo.
- Queria ir com você numa cachoeira.
- Então cê quer fazer lá?
- Ir, apenas ir... Seu tarado. 
- Banheira de espuma, também nunca fiz.
- Que milagre! Um lugar que o senhor transão não tenha transado.. 
- Fazer o quê, né.. 
- E se eu já tiver feito em um desses lugares? Continua normal? - o encarei sério e ela pareceu sincera.
- Você e o Erick...? Eu tento esquecer que ele pegava você e cê fala isso? Vai se fuder. - falei emburrado e ela riu.
- Tô brincando.. 
- Me deu vontade de te perguntar onde vocês faziam essas safadagem, mas eu não quero me torturar... - ela me olhou sapeca e quando ia falar, eu tapei sua boca. Mordeu a minha mão, ainda rindo. Pegou um papel e começou a escrever as coisas... Eu também ajudei, principalmente, na parte dos 7 lugares. 
- 7 Lunarisses... Gravar nós dois bêbados, enfrentar os medos: brinquedos e terror. Aprender a tocar violão, andar de moto com a gata dirigindo... As pegadinhas e as comidas... E, as 7 safadezas.  - disse lendo, rindo sem acreditar. 
- Nois vai cumprir tudinho, né?!
- Vamos. E quando fizermos, a gente risca. Você colocou os lugares entre parênteses, seu cretino! 
- Uai, é o mais importante. 
- Isso fica com quem?
- Com você, eu viajo... E se deixar no meu quarto, podem ver.
- Tá bem. 
- Quando começaremos?
- Não sei...
- Amanhã a gente não ia ficar juntos? Que tal tentar o primeiro lugar?
- Podemos começar amanhã, mas sem ser os lugares. - disse autoritária. - Vamos ficar bêbados, que tal?
- Na minha casa ou na sua?
- Na minha. 
- E sua mãe?
- Dou um jeito! Parece que ela vai pra  casa da cunhada e eu peço uma ajudinha da Lare, que vai junto. 
- Vai todo mundo?
- Aham... 
- Seria melhor se tivéssemos a noite toda! Vamos ficar bêbados né..
- Por isso falei da Lare! Vai dá certo. 
- Então tá..
- Agora vamos dormir?
- Vamos. - lhe dei um selinho. Guardou o papel e eu me ajeitei na cama. Ela se pôs debaixo do lençol comigo, na minha frente. E assim dormimos, de conchinha. 






Desculpem qualquer erro ortográfico. E ai, o que acham dessas 7 coisas? Será que vai dar certo? Será que eles vão durar o suficiente? Eu só acho, que gravar esses dois bêbados, sozinhos... 

15 comentários, beijos liendaass.